Ivo Dolinski Online 

E-mail: ivoki@bol.com.br 

  Jornalista Profissional

(Registro DRT-SC 627, matrícula no Sindicato

dos Jornalistas do Paraná nº 1294)



Relembrando

A primeira estação ferroviária

A foto, cedida pelo professor Joaquim Osório Ribas, é da primeira estação ferroviária da então cidade de Porto União da Vitória, entre os anos de 1900 a 1905, bem antes da divisão de limites entre os estados  do Paraná e de Santa Catarina, evento ocorrido em outubro de 1916, sendo que no ano seguinte, em 05 de setembro de 1917, foi oficialmente instalado o município catarinense de Porto União.

A estação “Porto da União”, como se chamava o vilarejo estava localizada no atual distrito de São Cristóvão. A construção da primeira ponte sobre o Rio Iguaçu estava sendo iniciada.

Os trens vinham da região de Ponta Grossa até a estação “Porto da União”. A travessia sobre o Iguaçu de pessoas e cargas era feita em balsas, que foram desativadas quando da conclusão da primeira ponte.

A primeira ponte construída entre 1900 a 1905, anos mais tarde deu lugar a uma nova, que é a atual, transformada agora em ponte rodoviária.

O trecho ferroviário União da Vitória/Paula Freitas/ Paulo Frontin/Mallet/Rio Azul/Rebouças/Irati/Ponta Grossa foi totalmente erradicado. Não existe quase mais nada. Apenas algumas estações e núcleos de residenciais que resistem ao tempo.



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Em dezembro de 2000, depois da apertada vitória por apenas 317 votos contra o poderoso candidato à reeleição, prefeito Pedro Ivo Ilkiv, a dupla vitoriosa – Hussein Bakri e Domingos Forte Filho – que comandaram a Coligação “Quem Sabe Faz Agora”, comemorou durante vários dias a conquista da Prefeitura de União da Vitória. Vencer o prefeito Pedro Ivo Ilkiv e o seu bem organizado partido (PT), mesmo que por uma pequena diferença, não deixou de ser uma grande conquista.

Domingos Forte Filho, que relutou até praticamente o último dia para aceitar o desafio para ser o candidato de Hussein Bakri na dura campanha de 2002, acabou, na verdade, se constituindo num dos principais responsáveis pela histórica vitória. Levou com ele a maioria da classe empresarial de União da Vitória.

Assumiu o cargo de vice-prefeito (destinando sua verba de representação para a Associação Profeta Daniel) e o comando da Secretaria da Indústria e Comércio.

Procurou desenvolver um bom trabalho. Mas, menos de dois anos depois, deixou a Secretaria e se afastou da Prefeitura, rompendo com o prefeito Hussein Bakri. Mesma posição tomada um pouco antes por sua esposa, Tânia Benghi Forte, que pediu exoneração do cargo de presidente da Fundação Municipal de Cultura.

Estava desfeita uma relação política e de amizade que no começo parecia que seria duradoura.

Forte Filho, de temperamento forte, contudo extremamente leal aos seus amigos, nunca mais se aproximou do prefeito Hussein Bakri. No pleito municipal seguinte – 2004 – apoiou publicamente a candidatura do empresário Antônio Alexandre Moreira. E, no de 2008, apesar da amizade com o candidato Carlos Alberto Jung (Juco), apoiou o candidato do seu novo partido – o PSC (Partido Social Cristão).

Agora, Forte Filho, que em 2000 foi um dos baluartes da vitória de Hussein Bakri, trabalha pela sexta reeleição do deputado Valdir Luiz Rossoni, adversário direto em União da Vitória de Bakri, embora estejam no mesmo partido – PSDB.

A foto é de uma montagem de Edson Marcos Caesar, que ilustrou a mensagem de Natal de 2000, publicada na edição impressa do jornal A Cidade. Presenteei o vice-eleito com a mensagem num quadro, mas ele deve ter motivos de sobra para tê-lo jogado no lixo. A foto, caros internautas, é uma prova incontestável daquilo que se ouve comumente por aí: A POLÍTICA É DINÂMICA! OU ADVERSÁRIO DE ONTEM E ALIADO DE AMANHÃ!.



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A foto relembra a comemoração da apertada (mas espetacular e extraordinária...) vitória de Hussein Bakri em 2000, quando foi eleito prefeito com uma diferença de apenas 317 votos, derrotando o então prefeito Pedro Ivo Ilkiv, uma tarefa que parecia ser impossível. Bakri e Rossoni, nessa histórica campanha, estiveram juntos, mas dois anos antes – 1988 – foram adversários ferrenhos em disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa. O biturunense levou a melhor sobre o união-vitoriense, apesar de ter sido derrotado em UVA. Nos quatro pleitos seguintes – governador, prefeito, governador e novamente prefeito – eles estiveram juntos. Agora, contudo, as coisas parece que tendem a retroagir ao ano de 1988.


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Em 1979 (...), um evento extraordinário aconteceu em nossas cidades. As Câmaras Municipais de Porto União e de União da Vitória, presididas pelos vereadores Ayrton Andrade Martins e Lary Bogus (saudosa memória) realizaram sessão solene conjunta para outorgar as cidadanias honorárias dos dois municípios a Frei Libório Lueg, como demonstração de agradecimento pelos relevantes serviços prestados ao ensino nas cidades irmãs como diretor-geral do tradicional Colégio São José.

A solene sessão foi realizada no auditório do Colégio São José, com a presença de autoridades, professores, empresários, políticos e principalmente alunos do estimado Frei Libório.

Na foto, além dos presidentes da sessão – vereador Martins e Bogus e do homenageado – aparecem os vereadores eleitos em 1976, entre os quais Mário Emílio da Silva, Reginaldo Calliari, Jaber Farah, Remi Haroldo Gleich  falecido) e Ênio Geraldo Nogara (falecido).



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 A foto é de 1967, 42 anos atrás, e registrou o momento em que o prefeito Victor Buch Filho entregava o Diploma de Rainha do Cinqüentenário de Porto União à senhorita Doroty Novacki, durante baile de gala realizada no Clube Aliança.


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O autor da foto é desconhecido, mas ela mostra uma visão parcial de Porto União da Vitória em 1906. A ponte ferroviária sobre o Rio Iguaçu é o principal destaque a foto, com os arcos bem elevados. Uma nova foi construída algumas décadas mais tarde pela atual, hoje transformada em ponte rodoviária.

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A foto é um registro histórico importante. Marca um dos estágios do projeto de construção da Ponte dos Arcos (Ponte Interventor Manoel Ribas).

A construção foi iniciada em 1938, sendo concluída nos primeiros cinco anos de 1940 no governo do interventor Manoel Ribas. Uma obra monumental para a época, sem dúvida nenhuma, mas hoje a maioria reconhece que a ponte, realmente, foi construída no lugar errado.

O aterro das cabeceiras da ponte simplesmente ocupou grande espaço do Rio Iguaçu. As grandes enchentes de 1983 e 1992 deixaram claro que a ponte foi construída no lugar errado. Mas não deixa de ser um monumento majestoso, que deveria, inclusive, ser tombado para o patrimônio histórico municipal, estadual e nacional.


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Anos 70, no Clube Concórdia, em Porto União, após o encerramento de evento político importante, um bate-papo descontraído, mas sério dos senhores (da esquerda para a direita) Zany Gonzaga (deputado estadual, já falecido), Abelardo Jansen (empresário já falecido), Victor Buch Filho (então prefeito), Hélio Juck (promotor público), Fernando Soares de Carvalho (juiz substituto) e Bruno Carlini (juiz titular, já falecido). O promotor Hélio Juck é filho do saudoso professor Estevão Juck, está aposentado e reside atualmente em Curitiba. Em Porto União participou ativamente e sempre com altruísmo das mais variadas atividades – sociais, políticas e culturais. Foi o responsável direto pela construção da piscina do Clube Concórdia, na condição de presidente do Beira-Rio. O juiz substituto Fernando Soares de Carvalho também está aposentado. Reside em Florianópolis, mas até recentemente prestava assessoria a desembargadores no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. O ex-prefeito Victor Buch Filho trabalhou durante muitos anos no Tribunal de Contas de Santa Catarina. Está aposentado e reside na capital catarinense.

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A foto relembra o carinho com que Ivahy Detlev Will preparava a maquete do monumento do centenário de instalação do município de União da Vitória, no ano de 1989. O monumento, construído na gestão do saudoso prefeito Mário Riesemberg, foi colocado no trevo de acesso da BR-476 à cidade e ao distrito de São Cristóvão. Ivahy, bibliotecário aposentado da Prefeitura de União da Vitória, é membro da Academia de Letras do Vale do Iguaçu (ALVI) e reside atualmente em Curitiba.


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A foto é do dia 15 de setembro de 1973 e nela vemos a Orquestra de Câmara de Porto União da Vitória, com seus integrantes José Kretschek, Odilo Schmidt, Orlando Milis, Eli Schaeffer, Oswaldo Sgwivalt, Nelson Sicuro e Ivonich Furlanny. A Orquestra foi uma das participantes do 6º Encontro de Conjuntos de Serenata, realizado em homenagem aos 56 anos do município de Porto União.


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A foto, de 1969, registra o momento em que o então prefeito Domício Scaramella, acompanhado pelo advogado Moacir de Melo, presidente do então SIMAE (Serviço Intermunicipal de Água e Esgoto) de nossas cidades inspecionava as obras de construção do sistema de captação de água do Rio Iguaçu para a estação de tratamento e reservatório que estava sendo construído com recursos das Prefeituras de União da Vitória e de Porto União e com financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Aquele sistema serve até hoje para fazer o bombeamento de água do rio até a estação de tratamento. Além do prefeito Domício, aparecem na foto: Ireno Vicente, Ilceu Gaertner, João Jairo Canfield e o autor desta coluna. O sistema de captação, tratamento e distribuição, através do SIMAE, foi iniciado nas gestões dos prefeitos Domício Scaramella (União da Vitória) e Victor Buch Filho (Porto União), mas inaugurado em 1972 pelos prefeitos Tancredo Benghi e Serafim Caus. O sistema foi comprado pela SANEPAR, que agora pode devolvê-lo às municipalidades locais.


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Naquele tempo era moda usar chapéu. A foto saiu da lente do consagrado fotógrafo das décadas de 60,70 e início de 80, Carlos Egon Ihlenfelf (Foto Íris), que registrava todas as ações do então prefeito Domício Scaramella. Local: Morro de Santa Maria, área doada pela Prefeitura de Porto União na gestão do prefeito Victor Buch Filho para a instalação das torres da TELEPAR, que acabara de, depois de um acordo firmado entre os Estados do Paraná e de Santa Catarina, assumir a responsabilidade de instalar o moderno sistema de telefonia DDD para atender conjuntamente as cidades irmãs. Tudo isso aconteceu nos finais das décadas de 60 e metade de 70. A área para a construção do prédio para abrigar a Central da TELEPAR, na Rua Prudente de Morais, foi desapropriada legalmente pelo saudoso prefeito Domício Scaramella e transferida à empresa Telecomunicações do Paraná (TELEPAR), agora comandada pela Oi/Brasiltelecom. Quem inaugurou a moderna central foi o governador interino João Mansur, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná. O curioso é que, graças ao acordo entre os dois Estados, Porto União que até então sediava a COTESC, que atendia também União da Vitória, e foi substituída pela TELESC que, como a TELEPAR foi extinta, foi a segunda cidade de Santa Catarina a contar com o moderno sistema telefônico DDD, junto com Joinville, antes mesmo de Florianópolis, a capital de Santa Catarina.


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